
Sem as respostas, ele volta para a mesma cena, do zero, mesmo lugar, mesmo trem, mesmas pessoas e acontecimentos. Nova explosão. Mais perguntas. Com o tempo e mais informações, ele entende que está participando de um programa do governo. O projeto baseia-se no fenômeno da sobrevivência dos oito minutos finais da memória pós-morte cerebral. O Dr. Rutledge (Jeffrey Wright), mentor do experimento, capturou os oito minutos finais da memória de Sean Fentress(a pessoa que ele entra) que esteve na explosão e, através do programa computacional “Código Fonte” faz com que Colter seja inserido nesses minutos finais repetidas vezes, através da identidade de Sean. Há um terrorista aprontando uma série de atentados pela cidade, e descobrir a origem daquele é fundamental para evitar os demais. Eis a trama.
Apesar de ser um suspense de ficção científica, o filme vai além apresentando questões existenciais. Colter volta inúmeras vezes para a mesma cena, mas a cada volta, vê as coisas de um jeito diferente produzindo resultados diferentes. Mesmo sabendo que após cada morte ele terá a chance de voltar e fazer às mesmas coisas, aquele fim eminente, a proximidade com a morte, faz com que ele veja a vida de uma forma diferente. E quando percebe isso e olha a seu redor, é como se todas as outras pessoas já estivessem mortas presas em suas rotinas. Ou seja, sua missão de salvar vidas não se resume apenas a bomba.
O argumento do filme é excelente, procura dar boas explicações para criação deste universo paralelo e deixa o gostinho da dúvida em nossa cabeça de se é possível ou não existir algo assim. Como seria nossa vida em outro universo? Tomando decisões diferentes, seriamos diferentes?
Aqui o filho de Bowie prova que pode se desvencilhar do nome do pai, tem talento, mas bem que poderia pegar emprestada a canção “Under Pressure” para trilha sonora. Na sua primeira produção hollywoodiana, saiu-se muito bem, sem apelar para os clichês, com exceção de algumas partes, sem exageros.
Mas então, o que você faria se tivesse menos de um minuto de vida? Talvez o importante não seja como responderíamos essa pergunta, e sim, que entendêssemos sua magnitude e tivéssemos a oportunidade de continuar a viver, para fazer melhor, de uma forma diferente.
Avaliação: Bom
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