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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projeto Brazucah de Cinema Nacional terá debate

A matéria foi publicada hoje, pela excelente repórter Márcia Mazzei.


O Projeto Cultural de Cinema Nacional está de volta a Jundiaí, com a exibição, hoje, do longa nacional "Apenas o Fim". A sessão começa às 19h10, no campus central do Centro Universitário Padre Anchieta. A entrada é gratuita. Lançado em 2008, o filme conta a história de Antônio, interpretado por Gregório Duvivier, e sua namorada, interpretada por Erika Mader, que discutem sua relação antes de se separar.



Feito por estudantes da PUC-Rio, o longa ganhou prêmios de Melhor Filme do Júri Popular e Menção Honrosa do Júri Oficial no Festival do Rio 2008 e o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular na 32ª Mostra de São Paulo. Também foi exibido em Festivais de Cinema no mundo inteiro.

Como aconteceu na edição passada do projeto, após a exibição do filme, convidados especiais promoverão um debate com a plateia. Desta vez, estarão presentes Ana Claudia Fossen, doutorando em Psicologia pela Universidade de Madrid e a professora Lucia Helena, Doutora em Educação, membro efetivo da academia de letras de Jundiaí.

Origem - O Projeto Cultural de Cinema Nacional da Rede Brazucah chegou em Jundiaí em abril deste ano com o desafio de minimizar o preconceito ainda existente em relação ao cinema nacional. De acordo com Thiago Rodrigues Miota, agente de exibição do projeto, que representa a Brazucah, a qualidade das produções nacionais ainda é questionada, por falta da oportunidade de prestigiar filmes de qualidade.

"Daí a urgência do projeto, que busca divulgar o cinema nacional e formar um público para este cinema", conta Miota. "Apenas o Fim" será exibido gratuitamente, no Anchieta - Campus Anhanguera (Km 55).



por MÁRCIA MAZZEI


Matéria publicada originalmente no Jornal de Jundiaí

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O cinema vai à escola

Este artigo foi publicado no Jornal de Jundiaí a respeito do evento realizado no dia 28/04. Quem escreveu foi o professor José Renato Polli, uma pessoa que tenho profunda admiração.


No último dia 28, participei de um debate sobre o filme “As melhores coisas do mundo”, no anfiteatro do Centro Universitário Padre Anchieta. O evento faz parte de uma parceria entre a universidade e a produtora cultural Brazucah, que tem como agente de exibição o aluno do curso de economia, Thiago Rodrigues Miota. Uma iniciativa importante, já que a instituição disponibiliza o espaço para a comunidade, favorece a aprendizagem a partir da cultura e congrega pessoas em torno da discussão de ideias. Thiago conduziu muito bem o trabalho, articulando alunos de vários cursos, professores e responsáveis, numa iniciativa inédita.

Há projetos em outras instituições de ensino de São Paulo, que procuram providenciar situações de conhecimento a partir de debates sobre obras cinematográficas. É o caso da atividade desenvolvida por professores do Centro Universitário Assunção, que atualmente promovem o ciclo “Cinema e revolução”, uma proposta temática no campo da história, que tem como objetivo discutir a revolução francesa a partir de filmes consagrados que tratam sobre o assunto.

No caso de Jundiaí, o propósito é promover a exibição de filmes nacionais no espaço da universidade, congregando alunos, professores e qualquer pessoa interessada. O primeiro lance desse projeto foi o filme de Laís Bodanzky, com roteiro de Luiz Bolognezi. A história se baseia na série de livros “Mano”, de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto e já recebeu alguns prêmios. Questões do mundo adolescente, como namoro, conflitos com o mundo adulto, separação dos pais, bullying, homossexualismo, sexualidade, suicídio, enfim, as angústias e temores dessa fase da vida. Um aspecto bacana também é o destaque dado à influência dos professores críticos e sonhadores na vida dos alunos.

De uma beleza poética indiscutível, a trama é costurada pelos encantos das habilidades dos dois irmãos (Hermano e Pedro), vividos por Francisco Miguez e Fiuk, respectivamente. Um escreve poemas em um blog e outro sonha tocar a música “something” para alguém especial, que ele nem percebe quem é inicialmente. O filme fica ainda mais bonito com a excelente atuação de Denise Fraga. Outro detalhe importante é que os atores adolescentes são iniciantes no cinema.

Ao longo do nosso debate, questões relativas aos temas da ética, do sentido da vida (sua beleza ou não), da convivência no ambiente escolar, foram propostas por vários alunos. Durante toda a exibição, percebi o grande interesse da platéia e como, afinal, uma atividade tão simples, pode proporcionar situações de grande riqueza de aprendizagem.

José Renato Polli. Doutor em Educação (FEUSP). Professor universitário e Diretor do Colégio Paulo Freire. Blog: http://renatopolli.zip.net.

Artigo publicado originalmente no Jornal de Jundiaí.